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Aconselhamento Oncogenético, conhecendo seu risco.

Aconselhamento Oncogenético, conhecendo seu risco.

Mais de 14 milhões de pessoas são diagnosticadas com câncer todos os anos. Se este não foi o seu caso, é provável que você conheça alguém próximo de você que apresentou este diagnóstico.

O câncer é uma doença multifatorial, e fatores ambientais como tabagismo, obesidade e sedentarismo são os principais fatores de risco. No entanto já se sabe que quase 20% dos cânceres diagnosticados atualmente tem uma origem familial. Destes, 10% apresentam uma Síndrome de hereditariedade do câncer com presença de mutações genéticas que são passadas através das gerações. Atualmente, com o advento da genética já somos capazes de fazer este diagnóstico através de uma consulta de aconselhamento oncogenético, e quando necessário, coletar a pesquisa genética através de um exame que pode ser feito até mesmo na saliva. O diagnóstico de uma variante genética na família nos dá a oportunidade de saber a quais tumores aquela família está exposta e proteger não só a você, mas também seus filhos, netos, primos. O objetivo destes exames não é de causar ansiedade, mas realizar exames de prevenção específicos com regularidade e impedir que um câncer se instale.

A medicina cada vez mais será guiada pela genética, pois nossos genes escondem segredos não só das doenças que estamos em risco, mas também dos medicamentos com melhor resposta, guiando o tratamento. Hoje o tratamento de excelência da oncologia trabalha com a “precision oncology”, ou seja, faz se uma análise genética do tumor e o tratamento tem como alvo a sua célula tumoral específica. Isto porque cada pessoa é única, assim como todo tumor é único. Este tratamento de precisão, é diferente do tratamento convencional que atinge não só as células tumorais, mas todo o organismo.

Portanto aqui ficam algumas dicas das pessoas em risco de uma Síndrome da Hereditariedade do câncer e que deveriam procurar um aconselhador oncogenético para uma avaliação detalhada:

1. Presença de três ou mais parentes com diagnóstico de câncer, ou dois parentes de primeiro grau.

Se você possui mais de três familiares com diagnóstico de câncer, sejam eles pais, avós, mas também tios, primos é possível que você necessite de uma avaliação.

2. Tumores em idade jovem:

Se você ou algum parente próximo apresentou um tumor em idade jovem, abaixo da faixa etária habitual, por exemplo um câncer de mama antes dos 35 anos, deve ser avaliado.

3. Tumores Incomuns:

O diagnóstico de um tumor incomum ou raro como Carcinoma Medular de Tireóide ou Feocromocitoma por exemplo, deve ser investigado.

4. Tumores Bilaterais:

Câncer de Mama ou Ovário bilaterais já ao diagnóstico precisam de uma avaliação mais detalhada.

5. Sexo não usual:

Tumores de mama em homens são bastante incomuns, mas podem ocorrer, e quando presentes necessitam de investigação.

6. Associação com malformações ou síndromes genéticas:

A presença de malformações como alterações vasculares, malformações de membros, face, órgãos podem ter associações com mutações genéticas que podem predispor ao câncer.

7. Lesões Cutâneas:

Algumas lesões na pele, algumas vezes já presentes ao nascimento, como por exemplo as manchas café-com -leite, que são bastante comuns, quando estão em grande número ou tamanho aumentado podem ter associações com alterações genéticas.

A grande maioria dos tumores são curáveis quando o diagnóstico é precoce. Saber como se cuidar, orientações de mudança de estilo de vida, dietéticas, de atividades físicas específicas e também quais exames devem ser feitos são os objetivos de uma consulta de aconselhamento oncogenético. Prevenção é o segredo!!

Faz bem cuidar da saúde. E nós te ajudamos com isso.

Dra. Maria Cunha R. Amorelli
CRM/GO 13366 - GO RQE 7341 | 3742
Médica Hematologista e Especialista em Aconselhamento Oncogenético
Fonte: https://www.inca.gov.br/publicacoes/livros/estimativa-2020-incidencia-de-cancer-no-brasil
https://online-learning.harvard.edu/course/hmx-pro-genetics-cancer-genomics-and-precision-oncology