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Aneurisma arterial é uma dilatação permanente, localizada de uma artéria tendo pelo menos 50% de aumento, comparado ao diâmetro normal.


Os aneurismas podem se localizar em qualquer parte do corpo, porém a localização periférica mais comum está na aorta abdominal. Seguimento da circulação onde se localiza as artérias que nutrem as visceras abdominais e de onde são formadas as artérias que irão irrigar os membros inferiores. Outras localizações menos frequentes são nas artérias dos membros inferiores ( principalmente artérias poplíteas, localizadas na região posterior do joelho), e superiores, artérias cerebrais e algumas vezes nos vasos dos órgãos abdominais.


O aneurisma de aorta acomete 6% dos homens acima dos 55 anos e afeta em menor proporção as mulheres ( 4 homens para cada mulher). 


Uma vez enfraquecida a parede arterial, ela cede à constante pressão pulsátil do sangue em seu interior e, se dilata. A partir daí e, de acordo com conceitos de leis físicas, essa dilatação aumenta cada vez mais, progredindo inexoravelmente para a rotura da artéria, situação sempre de extrema gravidade, que pode culminar com o óbito do paciente, às vezes até mesmo antes que ele consiga alcançar recursos médicos.


Após a ruptura de um aneurisma de aorta abdominal, somente metade (50%) dos pacientes conseguem chegar vivos ao hospital. Deles 24% ou mais morrem antes da operação, e 42% morrem após a operação, com uma incidência geral de mortalidade de 78 a 94%.


O fator isolado mais comum associado à ruptura é o diâmetro máximo transversal do aneurisma da aorta. Risco de ruptura por ano:

4 a 5 cm --> 1 a 3% / ano.

5 a 7 cm --> 6 a 11% / ano

+ de 7 cm --> 20% / ano


As causas do aparecimento dos aneurismas são várias mas, as mais comuns, são por enfraquecimento da parede dos vasos, decorrentes de doenças como aterosclerose (causa mais freqüente dos aneurismas) ou inflamações do próprio vaso, fazendo com que aos poucos, durante os anos, esse local enfraquecido comece a se dilatar, podendo chegar a vários centímetros de diâmetro. Além da aterosclerose, outros fatores que podem aumentar o risco de aneurisma incluem:


Homens com mais de 50 anos.

Ter um parente imediato, como por exemplo pais ou irmãos que tem história de aneurisma.

Hipertensão Arterial Sistêmica.

Tabagismo: O fumo é o fator de risco mais importante e está associado a 78% dos aneurismas descobertos em triagem.


Muitas vezes o próprio paciente pode fazer o diagnóstico, palpando uma "bola" que pulsa, ou um "coração na barriga", quando esse ocorre na aorta abdominal.


No entanto, nessa situação, o aneurisma já é volumoso, não sendo um diagnóstico precoce.

O diagnóstico pode ser realizado pela palpação do abdome pelo Médico clínico geral ou pela realização de uma ecografia de abdome que muitas vezes é solicitada para a investigação de outro problema.


Raio X: ocasionalmente são descobertos por seu aspecto característico de "casca de ovo" dado pela calcificação da parede da artéria.


Ultra-Sonografia: é o teste não invasivo (não causa dor para o paciente) mais amplamente utilizado para diagnosticar e acompanhar aneurismas da aorta abdominal.


Tomografia Computadorizada: é o teste mais preciso para fazer uma imagem de aneurisma aórtico. Demonstra claramente o tamanho e a extensão do aneurisma aórtico e sua relação com as artérias renais e ilíacas.


RNM: é a mais nova das técnicas usadas para avaliação de aneurisma aórtico.


Arteriografia/Angiografia: É uma técnica que pode ser utilizada na estratégia de tratamento.


Estudos tem mostrado que o risco de ruptura de aneurismas da aorta pequenos (< 5cm ) é bastante baixo, e pode ser feito acompanhamento clínicos e com exames de imagem em aneurismas da aorta com diâmetros menores que 5 ou 5,5 cm com segurança, a menos que ocorra expansão (aumento) rápida (> 1cm/ano ) ou desenvolvimento de sintomas pelo paciente.


Existem 2 opções para o tratamento do Aneurisma da Aorta Abdominal:


A cirurgia dos aneurismas está hoje em dia muito bem desenvolvida e padronizada, sendo que os riscos cirúrgicos, apesar de ser um procedimento sempre delicado, são bastante baixos quando a operação é realizada por cirurgião experiente.


Atualmente a cirurgia de correção do aneurisma de aorta pode ser realizada de duas formas: Cirurgia endovascular ou cirurgia aberta (convencional).


A cirurgia endovascular é um método menos invasivo onde, através de duas incisões (cortes) na região da virilha, localizamos as artérias femorais e daí  introduzimos cateteres até a aorta abdominal, onde ocorre, de forma ordenada, a liberação de um dispositivo chamado de ENDOPRÓTESE que irá “forrar” a parte interna deste aneurisma impedindo que ocorra sua dilatação e consequente ruptura.


O Pós-operatório imediato é realizado em UTI ( geralmente 1 dia) e o tempo de total internação varia de 2 a 4 dias. Atualmente é a técnica de escolha em caso de anatomia arterial favorável.


Já no tratamento cirúrgico aberto ou convencional é feito uma incisão no  abdome e substitui-se a parte dilatada da aorta por um tubo (enxerto). Este enxerto é feito de material sintético forte, como PTFE ou Dacron, no tamanho e forma da aorta saudável. O pós-operatório imediato (geralmente 1 a 2 dias) é feito em UTI e o tempo de internação após a cirurgia varia de 4 a 7. Pode-se requerer 2 a 3 meses para uma recuperação completa. Mais que 90% das correções de aneurisma abertos têm êxito por longo tempo (vários anos).

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